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NEY MATOGROSSO O SEXI DE JANEIRO E SEMPRE



SEXY, SENSUAL, um homem de atitude, lindo. Ney é um artista sem igual.

Tesão grita a platéia quando ele aparece no palco.

Ele é o HOMEM com H e é Maravilhoso.

Ney de Souza Pereira,nasceu em 1 de Agosto de 1941, na pequena cidade de Bela Vista, no Matogrosso do Sul, fronteira com o Paraguai. Aos 17 anos entrou para a Aeronáutica, indo trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Base de Brasília. Mais tarde começou a cantar em um quarteto vocal e participou de um festival universitário, querendo ser ator de teatro foi para o Rio de Janeiro, onde virou hippie e passou a viver da venda do artesanato que fazia.

O nome artístico ele resgatou na própria família: seu pai tinha Matogrosso no sobrenome.

Ney Matogrosso é personagem controverso e indispensável da história da música popular brasileira. Da sua trajetória:

Em 1971 mudou-se para São Paulo quando conheceu João Ricardo, que queria formar o Secos e Molhados e procurava alguém com tino teatral e voz aguda. Ney foi a escolha perfeita. No período de 1973/74, o Secos e Molhados tornou-se um fenômeno da música popular brasileira. Em apenas um ano e meio, o grupo ganhou fama nacional dos espetáculos em grandes ginásios, superando a marca de 1 milhão de discos vendidos. Ney virou destaque na banda que ao final de um ano já vivenciava uma série de problemas internos. Na semana que saiu o segundo LP, o Secos e Molhados acabou.

Ney Matogrosso projetou-se com o sucesso da banda, chamando atenção por sua voz e por sua performance sempre teatral no palco.Com sua maquiagem marcante-queria liberdade total e absoluta, queria também causar impacto nas pessoas-roupas e requebros, Ney Matogrosso contrastava com aquela época de muita censura e preconceito. Partiu para carreira solo. Sua atitude, postura e a voz fina continuaram levantando polêmicas, através de músicas como o fado “Barco Negro”e “Homem com H”.

Em 1975, estreou no Rio de Janeiro o Show Homem de Neanderthal, uma ousada super-produção com ricos cenários, iluminação e na qual ele surgiu meio bicho/meio homem. Ney subia no palco coberto por peles,chifres e penas, fruto de sua própria e exclusiva criação. Sete meses depois do fim do grupo Secos e Molhados, Ney Matogrosso conquistou sucesso de público e crítica com seu primeiro show e o disco “Água do Céu-Pássaro”. Em 1976, Ney ressurgiu mais simples e despojado, em “Bandido”. E foi com a música “Bandido Corazón”, presente da amiga Rita Lee, que ele alcançou seu primeiro sucesso nacional como artista solo. Seus shows tornaram-se cada vez mais ousados, enquanto o reconhecimento de seu talento como intérprete cresceu na mesma proporção. O show e o disco “Feitiço”em 1978,trouxeram a consagração de um fase luminosa. No decorrer da carreira Ney aperfeiçoou-se como intérprete, passando a acrescentar uma carga tão intensa de estilo pessoal a uma música, praticamente tornando-se co-autor. Ney transformou-se em um dos intérpretes mais precisos de Chico Buarque em músicas como “Deixa a menina”,”Tanto Amar”, Äté o fim”e “Las Muchachas de Copacabana”.

Em 1986, Ney apresentou-se pela primeira vez sem fantasia ou maquiagem,inaugurando uma nova fase de sua carreira. O primeiro disco a seguir essa linha foi o “O Pescador de Pérolas”o repertório com clássicos da MPB. Apresentou-se em temporada acompanhado pelo violonista Raphael Rabello,com quem gravou o disco “A Flor da Pele”em 1990 gravou discos dedicados a intérpretes/compositores, como Ângela Maria “Estava Escrito”1994,Chico Buarque “Um Brasileiro”1996 e Carlola “Ney interpreta Cartola”2002.

Em 2004, depois de participar de um disco da banda Pedro Luis e a Parede, Ney resolve se juntar à banda e o resultado disso é o CD “Vagabundo”,com músicas variadas, desde a época do Secos e Molhados como “Assim Assado”, “Disritmia” do Martinho da Vila,”A ordem é Samba”de Jackson do Pandeiro. Em 2005,”Canto em Qualquer Canto” neste projeto Ney retoma o formato recital.

Ney Matogrosso sempre foi um artista. Não se considera um cantor apenas. A voz é mais uma de suas habilidades artísticas.

Participou como ator de cinema em alguns filmes como em “Sonho de Valsa” e recentemente fez”Depois de Tudo” em que retrata um casal de homossexual de meia idade. Fez iluminação para shows e dirigiu os shows do RPM, Cazuza e Simone.

Inclassificáveis, 2007/08, seu novo show aparece um Ney exótico dos anos 70/80,época que encarnava um pavão misterioso.“Não é uma tentativa de recuperar nada daquela época apenas uma proposta visual que achei bonita. Do passado só guardo meu espírito sempre crítico”.

E como diz a música- título do show feita por Arnaldo Antunes “Que preto/que branco/que índio o quê!/somos todos inclassificáveis”.

Fonte:www.2.uol.com.br/neymatogrosso



 
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