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MULHERES E O SEXO DESCOMPROMISSADO

Neste mundo contemporâneo mulheres exigentes, realizadas profissionalmente, financeiramente, com casamento morno, buscam cada dia mais relacionamento e sexo sem compromisso.
Essas mulheres afirmam ter dificuldade em encontrar homens interessantes que estejam à altura delas. As reclamações são sempre as mesmas: os caras bacanas quase sempre são gays ou comprometidos.

A arquiteta C. Costa, 48 anos, manteve um casamento conturbado por 23 anos até ser trocada por uma garota vinte anos mais nova que ela. Após meses de depressão resolveu investir em novos prazeres. Apaixonada por casas de dança, C. Costa conheceu dançarinos que também trabalhavam como garotos de programa - GP - e resolveu investir neste tipo de relacionamento, definido por ela como prazer sem compromisso. "Não tenho a ilusão de ter nenhum vínculo mais forte com nenhum destes garotos, mas gosto de ter a liberdade e escolha do meu prazer".
Bruna, casada há 15 anos, cliente fixa de um garoto de programa, procurou o serviço pela primeira vez em 1997. "As mulheres têm que parar de sofrer quando o homem procura prostituta ou trai. Temos os mesmos direitos. Os meninos são carinhosos, sabem fazer coisas que marido não sabe, atingi orgasmos maravilhosos", diz a cliente, que ainda completa. "Estamos no século XXI e temos o direito de ter prazer sexual, carinho e compreensão".
O que impulsionou Bruna a procurar o garoto de programa foi a traição de seu marido. "Meu marido não me dava atenção. Quando me sinto mal por estar na cama com outro, penso no que meu marido me fez. Mas não me separo, Ele é o pai dos meus filhos, temos uma família, apesar dos erros", declara.
Bruna gasta cerca de mil reais por mês com o acompanhante, mas não acha que é muito. "É do meu salário", diz. Por ter casado virgem e jovem, ela achou que deveria ter novas experiências. "É bom, tenho alguém para conversar e me dar carinho. Ele é atencioso, ao contrário do meu marido. Com ele tenho novas experiências", diz.
As aventuras da dentista V. Santana, 42 anos, com garotos de programa não terminou bem. Conheceu um GP em uma festa de aniversário de uma amiga e mesmo sendo comprometida saiu com o cara. "Gastei muito dinheiro nos programas, investindo em algo que não daria em nada. Acabei me apaixonando pelo GP, perdi meu ex-namorado e no final fiquei sozinha e com uma dívida de R$ 3.000,00", desabafou Valéria.
A psicóloga Flaviana afirma que é preciso ter equilíbrio e pensar antes de se envolver com um desconhecido apenas por dinheiro. As mulheres maduras são atraentes e sedutoras, mas, ao buscarem relacionamentos instáveis como no caso dos garotos de programa, tendem a se decepcionar, por não haver o equilíbrio de valores e cultura.

Vida de GP


O administrador de empresas Mario, 23 anos, durante o dia é um homem comum, namora trabalha e ...durante a noite é garoto de programa. "Não considero traição estar com uma mulher diferente a cada noite...Eu não me envolvo, é só sexo e por dinheiro. Se rolasse sentimento, desejo, podia falar que foi traição". afirma o garoto de programa, que diz nunca ter se apaixonado por nenhuma cliente.
Mario conta ainda que entrou nesse ramo por intermédio de uma amiga, que trabalhava como acompanhante em uma agência e sabia que ele estava precisando de dinheiro. "Ela me indicou. Disse que eu devia levar jeito porque gostava da coisa", se diverte. Inicialmente, o gerente tinha um programa por semana. Hoje, depois de seis anos na profissão, tem cliente quase todas as noites.
Com algumas clientes fixas, Mario diz que algumas mulheres o chamam apenas para conversar. "Elas precisam de um acompanhante e encontram em mim o que o marido não faz, que é ouvi-las de verdade, deitar no colo, fazer carinho, sem sexo mesmo", afirma.


Zeus, de 21 anos, que atua na profissão há um ano e oito meses, afirma ter muitas histórias para contar e ri quando se lembra de algumas. "Já me pediram para usar roupas nada discretas (risos). Uma me contratou para ir ate a residência dela. Na hora do amor, ela disse que ficava muito excitada quando ouvia o parceiro gritar incessantemente e naquele dia, eu te juro, berrei tanto, que acabou minha voz (risos), paramos o que estávamos fazendo para eu ir até a sacada respirar (risos)", recorda.
Zeus também enfrentou os pedidos malucos de uma masoquista. “Uma moça adorava sentir dor na hora da relação. Fiz o que ela me pediu, mas ela disse que eu não estava entendendo o que queria dizer. Então ela se levantou, foi até a cozinha e voltou com um rolo de macarrão dizendo que aquilo fazia melhor (risos). Teve também um dia em que uma mulher estava no serviço. Ela trabalhava no setor de contabilidade e me ligou dizendo que precisava terminar vários relatórios até o final da tarde, mas estava tão carente que não conseguia se concentrar. Então, fui até o prédio em que ela se encontrava e fiz o serviço lá”, finalizou.
Eles garantem que sempre usa camisinha em suas relações. "Uso preservativo e sempre faço exame...não posso deixar que nada passe para elas. Mulher é mais tranqüila, nenhuma me pediu para fazer sem", dizem os GPs.

Fonte: Delas; Vila Dois; Marie Clarie; TPM
 
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